A forneria Santa Filomena foi um projeto de baixo custo, curto prazo e alta liberdade de criação. O nome foi escolhido por ser também o nome da rua, mas como com fé não se brinca, a santa Filomena ganhou logo um lugar de honra, na entrada do restaurante. E de seu manto saiu o vermelho, que pontuou a decoração aqui e acolá. Azul calcinha, laranja, amarelo, roxo e rosa completaram esta cartela de cores alegre e variada.
Cadeiras e molduras foram garimpadas e reformadas por minha equipe dedicada. O chão ganhou cimento queimado amarelo, barato e que se encaixava perfeitamente no conceito de memória afetiva da decoração.
A grade mais barata foi escolhida, e a alternativa para valorizá-la foi o bordado. Ma'como? Bordar uma grade? Isso isso. Desenhei o gráfico, pesquisei materiais, e a melhor solução foi a cordinha de polipropileno (da mesma espessura, mas mais flexível que a corda de varal).
As molduras foram para as paredes, recheados de espelhos.
A parede inversa, embaixo da escada, ganhou bolas, bolotas, bolonas.

O bar foi feito com madeira de baixo custo, e os lustres pendentes, produzidos com carinho na #oficinadcoracao.
Lustres coloridos alegram o salão, que tem assento em patchwork.
Rodabanca de azulejos antigos compõe com o espelho de brechó, comprado em uma venda de garagem, reformado e reanimado com tinta.
A torneira simples faz parzinho com a cuba de bacia esmaltada.
Enquanto o banheiro feminino ganhou paredes de estêncil...
O masculino ganhou paredes de quadro de giz. E giz sempre por ali.
O lustre de bigodes - que ilumina o banheiro masculino - também é criação própria.